Rio de Janeiro, 18 de Novembro de 2008   
 

 

Ganhe descontos
de 10% a 20%
Você pode obter descontos de 10% a 20% na compra pela Internet de todos os nossos títulos, inclusive os lançamentos.
Os descontos são progressivos e calculados automaticamente no processamento do pedido, de acordo com o valor total da compra: 10% para compras acima de R$100,00; e 20% para compras acima de R$200,00.


 

 


Televendas: (21) 2224-4554

De segunda a sexta-feira,
das 14 às 18 horas.


A | B | C | D | E | F | G | H | I | J | K | L | M | N | O | P
Q | R | S | T | U | V | X | Z

A
 
Além da Idade da Razão

ALÉM DA IDADE DA RAZÃO
Longevidade e saber na ficção brasileira
Carmen Lúcia Tindó Secco
Posfácio: Nélida Piñon
Literatura brasileira - crítica
256 páginas - R$42,00
ISBN: 85-85277-10-6

Produto momentaneamente indisponível

saiba mais

TRECHO

"É conhecida a discriminação sofrida pelos velhos, desde a Idade Média, na maioria das sociedades ocidentais. Com o advento da modernidade, esse desprezo intensifica-se, havendo, conforme assinala Simone de Beauvoir, uma "conspiração de silêncio" contra a velhice, pois esta "surge aos olhos da sociedade como uma espécie de segredo vergonhoso do qual é indecente falar."

No âmbito da crítica literária, encontramos inúmeros estudos sobre a mulher, sobre o negro, entre outros grupos marginalizados. São reduzidos, entretanto, os trabalhos que analisam como a literatura opera com a velhice. Não temos a pretensão de preencher esse vazio da crítica, porém nos propomos a iniciar, junto com os poucos estudos existentes sobre o velho na ficção brasileira, uma reflexão sobre o assunto. Não é nossa intenção, no entanto, examinar a senescência pela perspectiva das "minorias oprimidas", mas pela filosofia proposta por Walter Benjamin principalmente quando ele reflete acerca da tradição e da modernidade."

 Antologia da Poesia Popular de Pernambuco

ANTOLOGIA DA POESIA POPULAR DE PERNAMBUCO
Mário Souto Maior e Waldemar Valente (organizadores)
Literatura brasileira - Cordel
244 páginas - R$ 45,00
ISBN: 85-85277-34-3


saiba mais

TRECHO

"Não esqueço o dia dez
De março de trinta e seis,
Quando Bernardino fez
Os seus versinhos fiéis...
Médicos e bacharéis
Me deram toda atenção,
Nessa mesma ocasião
Disse um doutor, prasenteiro:
O poeta verdadeiro
É o cantador do sertão!

Homens de grande importância
E de pronúncia legítima
Sabem que o matuto é vítima
Das trevas da ignorância!
Mas em qualquer circunstância
De amor ou separação,
Quem quiser boa canção,
Não procure outro troveiro!
O poeta verdadeiro
É o cantador do sertão!

O improviso é urgente!
Nos aparece e se esconde...
Chega, ninguém vê por onde,
Passa que ninguém sente...
Por isso um vulto excelente,
De correta educação,
Em tom de admiração,
Nos diz sorrindo e faceiro:
O poeta verdadeiro
É o cantador do sertão!

Quem compra o mundo é dinheiro,
Somos cativos do agrado,
Tempo bom foi o passado,
Dos amores o primeiro,
Planta linda é o craveiro,
Votos, só de gratidão,
Sentir, o do coração!
No meu país brasileiro,
O poeta verdadeiro
É o cantador do sertão!..
"

 A Arte de Viver e Outras Artes

A ARTE DE VIVER E OUTRAS ARTES
Cadernos de João, ensaios, crítica dispersa, auto-retrato
Aníbal M. Machado
Apresentação: Leandro Konder
Ensaios - interpretação
332 páginas - R$48,00
ISBN: 85-85277-09-2


saiba mais

TRECHO

"Esse aglomerado de ossos, vísceras e humores, esse complexo de fibras excitáveis e depósito de memórias - é menos unidade orgânica do que passagem de fluidos, folhas da grande árvore cósmica que liga céus e terra, espírito e sangue, espaço de dentro e espaço de fora em viva transmutação de forças com o Universo.

Ninguém precisa sair de si para participar do ilimitado. Cada qual está perto do longe e contém o todo, como a gota de água é mar dentro do mar.

Basta - dizia Blake - que estejam limpas as portas da percepção para que as coisas apareçam tais como são: infinitas."

B
 
 Bandeirantes e Pioneiros

BANDEIRANTES E PIONEIROS -
Paralelo entre duas culturas
Vianna Moog
Brasil - história e sociologia
352 páginas - R$50,00
ISBN: 85-85277-31-9


saiba mais

TRECHO

"De há muito que esta pergunta anda no ar em busca de uma resposta em grande: como foi possível aos Estados Unidos, país mais novo do que o Brasil e menor em superfície continental contínua, realizar o progresso quase milagroso que realizaram e chegar aos nossos dias, à vanguarda das nações, como a prodigiosa realidade do presente, sob muitos aspectos a mais estupenda e prodigiosa realidade de todos os tempos, quando o nosso país, com mais de um século de antecedência histórica, ainda se apresenta, mesmo à luz de interpretações e profecias mais otimistas, apenas como o incerto país do futuro?

Como foi isto possível? Que aconteceu? Que fatos terão condicionado o processo das duas histórias para que se produzisse tamanho contraste?

Não há evitar as interrogações ou formulá-las de modo diverso. Estas repontarão, a todo momento e a cada passo, ao acaso dos mais variados pretextos, a propósito de tudo e às vezes até sem propósito algum, com a persistência de leit-motives obrigatórios e indesviáveis.

Trata-se, portanto, de uma indagação que existe e que, à proporção que se ampliam as relações entre Brasil e Estados Unidos e com elas as possibilidades de confronto entre as duas civilizações se vai cada vez mais se entranhando na consciência nacional, tornando a bem dizer imperiosa a necessidade de procurar-lhe, senão uma resposta definitiva, pelo menos uma explicação à altura de sua importância.

Bandeirantes e Pioneiros, fruto antes da observação direta dos dois países que de investigações livrescas - ainda que por sua vez possa dar a impressão do contrário - nada mais é, na sua intransigente sinceridade, do que uma tentativa honesta neste sentido."

C
 
Capitalismo e Revolução Burguesa no Brasil

CAPITALISMO E REVOLUÇÃO BURGUESA NO BRASIL
Nelson Werneck Sodré
Capitalismo – Brasil - história
176 páginas - R$36,00
ISBN: 85-85277-18-1


Produto momentaneamente indisponível

saiba mais

TRECHO

"Num homem tão cauto, tão seguro de seus passos e iniciativas, hábil no recuo, na manobra, sensível às possibilidades, distante de todo e qualquer aventureirismo, os pronunciamentos de Vargas, em 1953 e 1954, surpreendem pela audácia. Mais do que audácia, afoiteza. Na proporção em que não pode, arrisca. Quem lê, hoje, tantos anos passados, os discursos que pronunciou - não em reuniões privadas ou limitadas, mas de público, no rádio - a respeito dos investimentos estrangeiros em energia, a respeito da remessa de lucros dos capitais estrangeiros, ou ditos estrangeiros (na verdade, captados na poupança nacional, estrangeiros apenas para fins de remessa de lucros), fica espantado.

Parecem de propagandista político de esquerda, de parlamentar de oposição, de nacionalista rubro e extremado. São, entretanto, do presidente da república, e de um presidente em declínio de força, sob ameaça séria, sob o fogo de seus adversários, de seus inimigos mesmo. Tais pronunciamentos, dos mais veementes que já se fez, no Brasil, contra o imperialismo, assinalam, ao que parece, o deliberado propósito de jogar uma cartada decisiva. Não se trata de análises, de discussões, de fixação de posições. Trata-se de verdadeiros e candentes libelos, de acusações frontais. Nesses pronunciamentos, constata-se que alguém que conhece a fundo o problema, porque preside os negócios públicos, denuncia fraudes extraordinárias, sonegações enormes, furto organizado e sistemático, burla continuada das leis e dos dispositivos fiscais.

Isso não é dito em arroubos eventuais, mas surge de discursos meditados. Representa uma tomada de posição como nenhum homem público brasileiro, no nível a que ele estava alçado, fizera jamais. Tais pronunciamentos, entretanto, calavam pouco, ficavam quase sem acústica. Pela gravidade de seu conteúdo, pela violência, pela enormidade dos crimes anunciados, eram de abalar a nação, de atear-lhe fogo, de despertar as mais recônditas energias nacionais, de mobilizar o povo. E, no entanto, nada disso acontecia. Vargas dizia verdades, as mais terríveis verdades. Mas ninguém mais estava a ouvi-lo; ninguém mais lhe prestava atenção; ninguém mais se dispunha a secundá-lo. Ele estava só."

Catas de Aluvião

CATAS DE ALUVIÃO
Do Pensar e do Ser em Minas
Affonso Ávila
Literatura brasileira - história e crítica
312 páginas - R$50,00
ISBN: 85-85277-29-7


saiba mais

TRECHO

"É sempre um pouco difícil falar de si mesmo, mas eu vou contar a vocês um pouco de minha vida, o que posso chamar "a minha trajetória", desde a adolescência literária até agora, até esta maturidade. Espero poder, com isso, oferecer alguma coisa que auxilie não só a compreender o meu trabalho, mas a compreender como uma pessoa, um escritor, se forma e vai realizando a sua vida no dia-a-dia, no passo a passo da criação. Eu comecei a escrever muito jovem, aos treze, quatorze anos já escrevia. Escrevia essas coisas que geralmente todo mundo que começa escreve, mas tinha uma curiosidade muito grande por tudo e, embora tenha lutado muito em minha vida, com um começo de vida muito duro, trabalhando e estudando desde onze anos de idade, sempre tive atração pela literatura. Isso, não obstante eu não desfrutasse em minha casa de nenhum estímulo imediato para essa vocação, esse interesse, a não ser, talvez, uma tendência de sensibilidade, herdada de família, de meus avós que eram artistas, ambos músicos, um compositor e maestro, o outro instrumentista. Meu avô materno era homem de forte pendor para as coisas do espírito, pessoa bastante inteligente. De meu avô paterno não posso falar muito porque não cheguei a conhecê-lo. Ele morreu, lamentavelmente, assassinado, quando meu pai era criança, deixando pouca memória, mas em nosso sangue a marca da ascendência espanhola. Meu avô materno viveu a vida quase toda na cidadezinha de Ituverava, nosso lugar de origem, onde mantinha uma pequena orquestra e dominava, por assim dizer, a vida cultural da localidade, para ele ligada em informação ao resto do mundo pela leitura freqüente de jornais do Rio de Janeiro e de São Paulo. A imagem mais viva que guardo dele - eu ainda bem pequeno e ele já idoso e morando em Belo Horizonte - é a de vê-lo na varanda e de sua casa, sentado numa cadeira de balanço, sempre lendo. Sou propenso a acreditar que o fator ancestral tenha, de algum modo, influído na minha inclinação literária."

Certo ou Errado?

CERTO OU ERRADO? -
Atitudes e crenças no ensino da língua portuguesa
Emmanoel dos Santos
Língua portuguesa – estudo e ensino
128 páginas - R$35,00
ISBN: 85-85277-16-5


saiba mais

TRECHO

"A Lingüística pode oferecer alguma colaboração ao professor interessado em trocar preconceitos e crenças sem compromissos com a realidade por conhecimentos a respeito" da língua tão objetivos quanto possível. Alguns problemas são levantados aqui, como a relação entre a realidade da língua oral e a realidade da língua escrita. Há dominância de uma em relação `a outra? Até onde vão os graus de interferência? Há harmonia no encontro dos dois espaços? Há entre elas alguma relação de precedência? É satisfatória a visão que a tradição escolar tem do fenômeno? O problema central é o da heterogeneidade lingüística, a variação inerente a qualquer língua natural. Uma língua em uso em uma comunidade múltipla em vários aspectos necessariamente apresenta-se também diversificada? Uma língua tem uma só norma ou tem várias normas? O ensino da língua materna leva em conta a multiplicidade de usos? Os manuais escolares apresentam a língua como ela é? Levam os alunos a ver a variação como elemento positivo, negativo ou neutro?"

Cheiro de Coisa Viva, O

O CHEIRO DE COISA VIVA -
Entrevistas, reflexões dispersas e um romance inédito: O Estadista
Dyonelio Machado
Introdução, seleção e notas: Maria Zenilda Grawunder
Ficção brasileira - biografia
300 páginas - R$48,00
ISBN: 85-85277-13-0


saiba mais

TRECHO

"Faz dezessete dias que foi proferida a sentença, condenando-me ao grau submédio da pena, ou seja, a dez meses e meio de prisão, e até agora o juiz não teve oportunidade de resolver sobre o sursis impetrado a meu favor.

A velha aspiração popular de uma justiça rápida continua sendo, apesar de todos os esforços, às vezes extremos para a materializar, um simples sonho ingênuo do nosso povo, sonho que não morrerá porque não estão, felizmente, perdidas todas as esperanças. Ponto
importante de um movimento revolucionário triunfante — o de 30 — que logo ficou esquecido, mal se apossaram do poder aqueles que, durante a campanha de propaganda, tanto o preconizavam e defendiam.

A justiça é para a sociedade o que a medicina é para o indivíduo. Ela é um remédio social, de que depende a saúde dum todo. Qualquer decisão jurídica representa um beneficio para a comunidade, benefício que se confunde com a própria vida — por isso que ela é
composta de indivíduos e tudo quanto respeita a um deles diz igualmente respeito a todos. A sociedade tem tanto interesse em punir como em absolver. A justiça é, pois, uma assistência prestada à sociedade, em tudo comparável à assistência que o médico consagra aos seus pacientes. Ora, imagine-se o que seria, na esfera
individual, uma medicina tardia, chegando fora de tempo, fora de toda oportunidade.
"

Comparsas do Riso

COMPARSAS DO RISO
Bernardo de Mendonça
Ilustrações de Andréia Resende
Literatura infanto - juvenil
32 páginas - R$27,00

ISBN: 978-85277-55-0


saiba mais

TRECHO

Quem deu a primeira risada?
E de quê, de quem, riu de si?
Por que é que um homem ri?
A primeira destas perguntas
passo adiante porque não sei.
Mas digo que um homem ri
não porque seja um bobo;
tudo indica valha o inverso:
bobo por certo é quem não ri.
Agora, de que ri um homem
é mais difícil responder
e não por faltarem respostas
como quero mostrar aqui.

Saberá muito de alguém
quem souber bem do que sorri.
Há quem ria dos muito humildes,
dos solitários ou dos tristes.
E há quem deboche dos reis,
dos mais imbecis na soberba,
dos poderosos pelas armas
ou pelo dinheiro que têm.
Sim, saberá muito de alguém
quem souber bem do que sorri.

 
Controle da Mídia

CONTROLE DA MÍDIA
Os espetaculares feitos da propaganda
Noam Chomsky
Comunicação de massa – História Contemporânea
96 páginas - R$ 35,00
ISBN 85-85277-47-5

saiba mais

TRECHO

O papel da mídia na política contemporânea nos obriga a perguntar em que tipo de mundo e em que tipo de sociedade queremos viver, e, principalmente, qual dos sentidos de democracia queremos que seja o de uma sociedade democrática. Permita-me começar contrapondo duas diferentes concepções de democracia. Uma delas diz que uma sociedade democrática é aquela em que o público tem meios de participar de maneira significativa na condução de seus próprios interesses e os meios de informação são abertos e livres. Se você procurar a palavra democracia num dicionário encontrará uma definição semelhante.

Outra concepção de democracia é aquela na qual o público deve ser barrado da administração de seus interesses e os meios de informação devem ser mantidos estreita e rigidamente sob controle. Pode parecer uma estranha concepção de democracia mas é importante compreender que é a predominante. De fato, ela existe há muito tempo, não apenas na prática, mas até mesmo na teoria. É uma longa história que remonta às primeiras revoluções democráticas na Inglaterra do século XVII e que expressa amplamente este ponto de vista.

D
 
De Corpo e Alma

DE CORPO E ALMA
Catolicismo, classes sociais e conflitos no campo
Regina Reyes Novaes
Trabalhadores rurais - Brasil
248 páginas - R$42,00
ISBN: 85-85277-20-3

Produto momentaneamente indisponível.

saiba mais

TRECHO

"As religiões se apresentam como as principais fontes doadoras de sentido para a vida. As concepções religiosas, na verdade, ultrapassam as fronteiras do contexto especificadamente religioso, fornecendo um arcabouço de idéias que dão forma significativa a uma parte da experiência intelectual, emocional e moral (Geertz, 1978:140). O objetivo deste livro é compreender o lugar ocupado pela religião no processo de construção de identidades políticas entre os trabalhadores do campo que se mobilizam para ter acesso ao uso, posse e propriedade da terra.

No Brasil, de modo geral, são católicos tanto os trabalhadores do campo que desejam a terra, quanto os latifundiários ou empresários rurais que a monopolizam. Reconhecendo-se como católicos, partilham de elementos de fé, da valorização dos sacramentos e do reconhecimento da hierarquia eclesiástica. Porém, embora façam parte do mesmo corpo de fiéis, trazem para a vivência da religião suas experiências culturais e as marcas de suas diferentes posições na estrutura social. É por isso que, em situações de conflitos sociais, quando proprietários e trabalhadores se tornam opositores, cada lado pode se apropriar das mesmas crenças e símbolos católicos ao seu favor.

Certamente, como ocorre nas cidades, entre os trabalhadores do campo estão também presentes outras crenças religiosas. Isto é , também na área rural o protestantismo histórico, o pentecostalismo, as religiões afro-brasileiras e outras alternativas religiosas se fazem cada vez mais visíveis. Ainda assim - transnacional, hierárquica e sacramental - a Igreja Católica continua sendo a religião dominante no país. Pode-se dizer que há uma "cultura brasileira católica" que se expressa tanto no catolicismo cotidianamente vivido pela maioria da população, quanto em termos da legitimidade para interpretar moralmente o estado e a Sociedade."

Desaparecimento da Infância, O

O DESAPARECIMENTO DA INFÂNCIA
Neil Postman
Tradução: Suzana C. Menescal e José Laurênio de Melo
Ensaio - teoria da comunicação
192 páginas - R$42,00

ISBN: 85-85277-30-0


saiba mais

TRECHO

"Realmente, este livro nasceu da minha percepção de que a idéia de infância está desaparecendo, e numa velocidade espantosa. Parte da minha tarefa nas páginas que se seguem consiste em apresentar provas dessa observação, embora desconfie de que a maioria dos leitores não precisa de muito para se convencer disso. Aonde quer que eu tenha ido falar ou todas as vezes em que escrevi sobre o tema do desaparecimento da infância, tanto os ouvintes quanto os leitores não só se abstiveram de contestar a proposição como prontamente me apoiaram com testemunhos procedentes de sua própria experiência. A percepção de que a linha divisória entre a infância e a idade adulta está se apagando rapidamente é bastante comum entre os que estão atentos e é até pressentida pelos desatentos. O que não é tão bem entendido é, em primeiro lugar, de onde vem a infância e, ainda menos, por que estaria desaparecendo.

Creio ter algumas respostas inteligíveis para estas perguntas, quase todas provocadas por uma série de conjeturas sobre como os meios de comunicação afetam o processo de socialização; em particular, como a prensa tipográfica criou a infância e como a mídia eletrônica a faz "desaparecer". Em outras palavras, na medida em que me dou conta do que escrevi, a principal contribuição deste livro não reside na afirmação de que a infância está desaparecendo, mas numa teoria a respeito do porquê de tal coisa estar acontecendo."

Diário da Patetocracia

DIÁRIO DA PATETOCRACIA
Crônicas brasileiras: 1968
José Carlos Oliveira
Depoimento: Wladimir Palmeira
Crônica brasileira
300 páginas - R$48,00
ISBN: 85-85277-15-7


saiba mais